>>deIfrael no templo que ellehavia edificado ,&ahi fez que pedifle aDeosthe » acudiſle, lib. 3.Regum 8.ibi: Sifames obortafuerit interra, autpestilentia,autcorruptus aer,quicumque oraverit in loco isto , & expanderit manusfuas indomobac,tu » exaudies in locotabernaculi tuiin Calo, &cum exaudieris,propitius cris. Confirma- , ſe eſtaverdade como quediſſeChriſto por Sao Mattheos : Ubicumque congregatifuerint duo, veltres innominemeo ,in medio eorumfum ego : &hemuy verofi- mel que aonde orarem muytas peſſoas , ſeachemduas , outres juſtas ,&ſejao „ ouvidas de Deos ,& conceda o que lhe pedem . " 92 . Quatro couſasquero ainda advertir importantiſſimas. Aprimeyra, >> que os enfermeyrosque houveremde aſſiſtir aosdoentes na całada Saude ,ſe „ efcolhaomuyto caridoſos ,&amigos de Deos , porque ſe forem ambiciofos, ,,& faltos de piedade, morreráōprimeyroos doentesdodefemparo ,que da en „ fermidade. 93 . Aſegunda , que os homens que ouverem de fer guardas das fazendas, ou peſſoas , que vierem deterras ſulpeytofas , ſejão tam ricos , &definte,, reſlados, quenenhumas dadivas ſejaõ capazes de os corromper, porque de ou,, tra forte, ſe forem levados da propria conveniencia ,deſprezaráóobemcom„ mum , por attender ſó ao ſeu intereſſe particular. Aterceyra, que os mortos ſe enterrem em covas muyto fundas logo 94,, que efpirarem : nem me digao que os corpos mortos jànão tem contagio,porدو
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Polyanthea Medicinal
João Curvo Semedo. Polyanthea Medicinal. 1741.
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pivatiuspract. medic. lib.6. defebribus cap. 36.38. defebrepestifera,Joannes Caftellustract, de Peste , ejuspraſervatione , & curatione , Cornelius Celfus med. lib. 1 . cap. 16. prefervatioàpeftilentia, item lib. 3. cap. 7. quomodo pestilentesfebres curaridebeant , Rodericus a Fonfecatomo 1. confiliorum , conf. 47. &conf. 49. pro provi- dentia,&curationepestis ex contagio, Foreſtus lib.8. obferv . defebribuspublicegraf- ,, fantibus, &obſerv. 16. de univerfali curatione pestis Delphenfis , Fumanelus tractat. de curat.peftis ,Galenus lib. 1. de differentijsfebrium cap. 4. depestilentisfebrisge- neratione, &pracautione, Joannes Baptista,gemma de vera curandi ratione bubones, &carbunculos, Jacobus Gengerus depestis regimine,praſfervatione , &cura , Gordo- niuslil med.fol. 1.part. 1.cap. 10. defebribus pestilentialibus, Guainerius,opera me. " dicatract de peste fol. 205. cap. 1 Hartmanus Pract. Chymiat. pag. 224. pestis,,„ Gafparus Caldeyrade Heredia, illustratione 3. adfebrempestilentem , & malignam, PetrusMichaelde Heredia,opera medica,ſyntagmat, univers. tract. defebribus per- niciofis,Heurnines lib. defebribus cap 19. 20. defebribus pestilentibus,Holerius libr. 2. defebribusfol. 27. depeste , Duncanus de febribus libr. 3. depeste, Zacuius Lufitanus,demedicorum principum historia lib. 4. hiftor.46. depeste, idem Zacut. tomo 2. praxis hiftoriarum libro 4. cap. 28. de peste , &febre pestilenti , Manardus libr. 5 epift. 3. prafervatio , & curatiopestilentia, Maſſarias lib.5.cap. 24. 25. de febribus pestilentialibus , Mundela epist. 16. de febris peftilentis curatione epi-
48. Quantos meninos morrèraó laſtimoſamente nos primeyros tempos Galen. lib. deCurandi rat. per fang. mifl. cap. 13. fol . mihi 19. ibi : Hac daMedicina , porqueGaleno , 48. & Avicenna 49. os naofangravaó,nem rationenec pueris venam tundes uſque queriaó vir neſſe remedio , em quanto nao tiveſſem quatorze annos ? & com fangrias moderadas os livramos hoje de evidentes riſcos ,ſendodemenor ida- adquartumdecimum etatis annum. TenetidemAuthor,lib. 11.Me dedehum anno.Quantos velhos febricitantes perdèrao avidano tempo dos thod. 14. mihi fol. 71. verf. ibi : At fi in puerum incidat,qui quartumdeci- antigos, porque eraley que nao ſelhes tiraſie ſangue ? 50. & vieraó a achar mum annum bactenus non attingit, osmodernos , que em todas as idades era licito fangrar ,havendo neceffidade mifti illifanguis nondebebis,propterea diffo;com tal condiçaõ que os doentes nao foſtem fracos com excefio.Quantos annos fervirao as quartas de afronta aos Medicos , pela difficuldade com quodtantillis,cum præfertim calidi, ac bumidi fint , plurimum corporis fub- ftantia quotidiedefluat ne digerant. quefecuravao ? atèquehouve noticia dosprodigiofos remedios doEftibio, daQuinaquina, da agua de Inglaterra , & agora ultimamenteda minha agua Avicena Fen 4. lib. 1. cap. 20. de Lufitana ,que enfineya fazer aoBoticarioJoaoGomes Silveyra , morador 20 49 .
Ofeptimo ſegredo , he huma agua , chamada Lufitana , da qual ( foe nao parecèravaidade ) haviadedizer, que excede àde Inglaterra em curar cezões ; mas como heſegredo meu , nao quero dizer tanto;digao-no com mais liberdade,& menos ſuſpeyta , Luis Francifco CorreaBarem , & Pedro SemedoEstaço , que fendo oprimeyro Enfermeyro Mor do HoſpitalReal , & o ſegundo Eſcrivaodo dito Hoſpital , deraó adita agua teyta por minhas mãos aquarentadoentes de cezões , & deoutras febres differentes , & todos cobrá,, raoſaude. Digaō-no os Doutores Hippolito Guido , & Domingos Gomes ,,Merim, Medicos do fobredito Hoſpital , os quaes confeflaó por fuas certidões 7. 5juradas , que tenho em meu poder , & moſtrarey ſendo neceffario , que todos „ os doentes ,que tomaraõ adita minha agua no ſobredito Hoſpital, cobraram perfeytiſſima ſaude. Digaó-no Dionyfio Ravafco , & o Doutor FreyBalthe روzar do Baſto , os quaes tomando tres vezes a agua de Inglaterra , não puderaő ,, cobrar faude ;& tomandoquatro copos da agua Lufitana , ficaran livres da ,, doença. Digaō-noJoaodaCoſta , Antonio Ferreyra, Antonio de Soufa,Do,, mingos de Azevedo, & Alcyxo dos Santos , enfermeyros todos dodito Hof„ pital, os quaes affirmão por fuas certidões juradas , que a tal agua fizera admiraveis proveytosa todos os doentes , a quem elles aderaō no dito Hoſpital. ,, Digao-no oPadre Antonio Serveyra Soto , Prior da Igreja de Sao Martinho dosCoutos de Alcobaça. Diga- o Manoel Pereyra Maya , filho do Cirur"
" " " " onça de therebentina ſe fórme emplafto. " Para parlefias ,& eftupores procedidos de frialdade , humidade,& relaxaçao, não ha remedio mais excellente , com tanto , que a cada meya oytava dodito Extracto ,ſe ajuntem oyto grãos de pòde hermodactyles brancos, &ſe repita o tal remedio oyto , oudez vezes em dias alternados ,& ao depois 44. odemos duas vezes cadafomana , por tempode hum mez ,uſando( depoisdo corpo eſtarmuybemevacuado com o fobredito Extracto )do ſeguinte cozi-.. mento para acabarde ſegurar aos paraliticos , & eſtupidos: Recipedepaode falfafras, feytoem lafquinhas ,meyaonça,de bagas de loureyro duas oytavas, tudo ſe deyte em hum fraſco com lib. vj. de vinho branco muyto excellente, &deyxando-o estarde infufaó pordoze horas , ſemetaneſte fraſco em banho deMaria ,& fervapor tempo de meya hora ; &defte vinhodarao aodoente todos os dias húa onça em jejum,& outra onça ànoyte antesde cear. 45. Para quartas ſe deve dar eſte Extracto ſeis , ou fete vezes emdias alternados , & ſe o mal ſe não tirar , o que rara vez fuccede , em tal calo podem dar o po da Quinaquina cinco ,oufeis vezes ,& infallivelmente fararáő : nem medigaó que esta propoſiçaõ he muy abſoluta dizer, que infallivelmente fararào com aQuinaquina ,por quanto muytos atomarão ,&não fararão : digo queonão nego; mas que ifloprocede dedarem a Quinaquina eſtando o corpo . pouco purgado, masſeelle està bem purgado , obra aQuinaquina milagres,
80. ManoelGonçalvesGranja,homemmarinheyro,botou muytos dias * ſanguepela boca ,& só com o meu ſegredo ſarou em 11. de Julho de 1711 . * Hum filho deJoao de CamposCoelho,morador em Vizeu, teve hum fluxo de * ſanguepelo cano da ourina , & ſó com o meu ſegredo tomado ſeis vezes ſarou. Certo Eſcrivaó ,pelos exceſſos do còito ,& pela muyta applicaçaóde eſcre. ver com opeyto bayxo , deytou muytos dias ſangue às canadas ,& ſó com o meu remedio tomado oyto vezesſarou , & teveperfeytiſſima ſaude em Mayo de 1713 . Virtudes da minha Agua Lufitana, & modo com queſe applica. 81. eſtaAguaparatodasascezões,ſejaóterças,ouquarAProveyta tas,& o quemaishe, que ate nas quotidianas , venhao , ounao venhaocomfrio. Nem me digaó , que algumas vezes tem faltado , porque os remedios humanos nãopodem fer infalliveis , baſta que quaſi ſempre obrem bem para merecer grande applauſo ; nem ſerá juſto deſacreditar hum remedio, que aproveytou a duzentos doentes , porque faltou em tres , ou quatro, porqueiffo fuccede aosmaisdecantados remedios, que tem havido em omundo. Veja-ſe na Aguade Inglaterra , que ſendo humdos melhores inventos, queatèhojeſetem achado paraas cezoens , ainda aſſim tem algumas falhas: veja-ſenosbanhos das Caldas , que ſendo preſentaneo remedio para as parle-
Setedeveapplicarem vinho, ou agua, ibid.n. Em que caſo ſe poderà applicar aQuinaquina 14. pag.35.ſe frio, ouquente,&a razão porque, misturadacom oCordeal Curviano;xem que ibid.1.16.p.36. cato ſe pode misturar a dita Quinaquina com reHeremediomuy proveytoſo para as doresde medios purgativos,ibid.cap.105.num.58. pag. cabeça, Trat. 2. cap.7.п.26.p.44. num.22 . p . 550 . 568 . He maravilhofo para os vagados procedides Os pos de Quinaquina tem milagroſa virtude doestomago,ibid.cap.8.п.36. p.56. He DAS COUSAS NOTAVEIS. 851 He admiravelpara aGottaCoral, ibid. cap. 9. dehumores,ou vapores, queſobemdo estomago aosolhos, ibid.cap.41.n.2.p.230. Obramilagres noolfato perdido ,&nafalta de Coral procedidos immediatamente da cabeça, reſpiraçãopor impedimento , & obſtrucção do num.1.p.64. Não he conveniente nos accidentes de Gotta ibid.n.8.p. 63. nariz, ibid.cap.42.1.4. р. 232. Como ſedeve applicar aos enfermos deGotta He efficaciffimo para o Garrotilho , ibid. cap. 43.n.12.& 13.pag.237 . Coral, ibid.n.12.p. 64. He prodigiofo remedio nas faltasdememoria, He foberano para os que não podem engulir, ibid.cap.44.n.11.p. 246. ibid. cap. 11.per tot. p.79.